O período gestacional é considerado um momento de plenitude da mulher.

 

Para que ela passe por este período sem prejudicar sua saúde, é necessário um estado de otimização metabólica.

 

Quando estamos saudáveis, além das funções metabólicas basais, devemos ter nossas reservas metabólicas internas, externas e o sistema de defesa

(NEI-S:neural, endócrino, imunológico e excretor) otimizados, prontos para uma situação de emergência, para que o corpo não precise realizar uma priorização metabólica, ou seja, depletar um órgão menos vital (pele, cabelos e unhas) para emprestar para um mais vital como cérebro, coração, rim, pulmão, intestino, etc.

 

Durante muito tempo, a queda de cabelo foi considerada meramente uma repercussão local do stress ou reflexo do uso de produtos capilares inadequados. Pela medicina integrativa, a tricologia, especialidade médica responsável pelo estudo e tratamento das mais diversas causas de distúrbios capilares, o cabelo é utilizado como biomarcador precoce de inúmeras alterações metabólicas, nutricionais ou hormonais do organismo como um todo.


Principalmente no período gestacional, espera-se uma melhora clinica de todo o corpo, inclusive pele, cabelos e unhas pela liberação dos chamados “hormônios embelezadores”, progesterona e HCG pelo corpo lúteo nos primeiros 60 dias gestacionais e posteriormente a placenta, ate o parto.

 

Neste período, o ciclo de crescimento capilar normalmente composto de 80% de fios em crescimento,5% em repouso e 15% em queda, se estabiliza só na fase de crescimento, promovendo aumento do volume e otimização do crescimento capilar em 20%.
 

Mesmo a calvície feminina, antigamente considerada irreversível apresenta grande melhora no período gestacional por efeito da progesterona e HCG. O tratamento perigestacional permite á gestante uma otimização e manutenção dos benefícios do crescimento capilar gestacional mesmo no período pos parto .
A queda de cabelo pós parto fisiológica, ocorre pelo retorno dos 15 a 20% dos fios a fase de queda normal do ciclo capilar e não causa grandes repercussões no volume e densidade capilar.


Pequenas alterações nos níveis hormonais, alterações na absorção intestinal, alergias alimentares , microdeficiências  vitamínicas ou altos níveis de minerais no corpo podem promover  alterações capilares, desde modificação da coloração dos fios, formato e penteabilidade capilar e diminuição da velocidade de crescimento.   Quando  a queda incomoda e é visível, deve ser profundamente investigada. Essas repercussões devem ser analisadas sistemicamente, nunca tratadas somente com loções ou xampus ate a correção do fator causal, devendo ser utilizadas como marcador de saúde metabólica da gestante e do feto. Quando não diagnosticadas e tratadas, podem repercutir no aporte nutricional materno fetal, amamentação, doenças auto imunes como hipotireoidismo, repercussões metabólicas sistêmicas e depressão pós parto.


Deste modo, ao se tratar as alterações capilares na gestação e pós parto o objetivo principal é o diagnostico precoce e consequente reequilíbrio e otimização  das funções metabólicas , nutricionais e hormonais, sendo a beleza  capilar apenas um reflexo da saúde  e qualidade de vida da gestante e do bebe .
 
MITOS E VERDADES:

                                                
O cabelo cresce mais durante a gestação? Verdade.  O cabelo possui 3 fases de crescimento: 80% dos fios crescendo( anagena) 5%em repouso(catagena) e 15% a 20% caindo(telogena). Na gestação, pela ação da progesterona e HCG, 100% dos fios entram na fase anagena, otimizando assim o crescimento, volume e densidade capilar.


Posso lavar os cabelos no pós parto?

Sim. Lavar os cabelos não altera o sangramento, a pressão ou amamentação, conquanto que seja em temperatura adequada e com auxilio de um assento para evitar movimentos abruptos, dor e queda de pressão. 

 

A frequência das lavagens depende do tipo de couro cabeludo – normal ou seco ( dias alternados ) ou oleoso ( diariamente) . Lavar todos os dias pode tirar a proteção natural dos fios ( o manto hidrolipidico) mas não estraga , se utilizarmos produtos adequados para cada tipo de fio.


Lavar os cabelos com agua quente durante a gestação é prejudicial? Verdade. A água quente tira dos cabelos a proteção natural e pode promover o aparecimento de bolhas internas (bubble-hair) deixa-os mais fracos. 

 

Além disso dilata os vasos sanguíneos causando  queda da pressão e mal estar, principalmente em gestantes  que já têm a pressão mais baixa.


Pintar o cabelo faz mal para a saúde do bebê?

Sim, é prudente evitar. Apesar de não existirem estudos científicos em gestantes por motivos óbvios, os efeitos tóxicos do uso de amônia e metais pesados são sabidamente conhecidos.

 

O contato, principalmente no couro cabeludo e região proximal do fio pode ser toxico e prejudicial ao feto. As tinturas sem amônia, xampus tonalizantes e hennas também possuem substancias de toxicidade duvidosa.

 

Por serem aplicadas no couro cabeludo, devem ser evitadas.


Existe risco para a saúde do bebe o uso de permanentes e alisamentos? Sim. O formol e o hidróxido de potássio, Guanidina são potencialmente tóxicos atuando nas pontes dissulfidricas, podendo alterar a formação de hélices de DNA ocasionando desde baixo peso ate malformações fetais.
 

Tinturas e tratamentos capilares durante a amamentação podem prejudicar a qualidade do leite?

Depende.

A utilização de produtos naturais, sem amônia ou metais pesados, em curto período de tempo, aplicados corretamente, longe da raiz e do couro cabeludo e longe da amamentação é mais aceitável. Já os alisamentos químicos e permanentes devem ser evitados durante todo este período pois o potencial de absorção materno e  contaminação do leite não é conhecido, podendo ainda acarretar sintomas respiratórios e alérgicos a nutriz.


Queda é sintoma de stress?

Mito . A queda pode estar relacionada com o estresse, mas nem sempre é o fator causal. Toda queda de cabelo, principalmente na gestante deve ser cuidadosamente investigada e tratada de maneira direcionada, para não mascarar uma doença sistêmica metabólica (anemia, alterações hormonais etc).

Terapias de Desintoxicação

Terapias que promovem mais de 1.800 tratamentos, desde remoção de metais tóxicos específicos, cargas parasitárias virais, bacterianas, fúngicas até otimização de funções metabólicas.

Terapias Bioxigenativas

Terapias baseadas na oxigenação do couro cabeludo e das camadas da pele com objetivo de destoxificação, normalização e reabilitação terapêutica dos sintomas como queda capilar, psoríase, aderência do couro cabeludo.

Indução de Colágeno

Procedimentos terapêuticos que promovem uma remodulação do colágeno cicatricial e a indução de um novo colágeno. Excelente na melhora do aspecto de cicatrizes, rugas, marcas de expressão e estrias.